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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O caso Troy Davis



Hoje acordei com a sensação que vivemos em um mundo pior.  Para quem nao sabe, ontem a noite  Troy Davis  foi executado na Geórgia com injeção letal. Troy Davis foi um homem negro acusado de matar  um policial branco há  20 anos atrás no estado da Geórgia-E.U.A.  Nestes vinte anos  de prisão a corte americana nunca achou nenhuma prova certeira contra ele. E ele morreu  ontem a noite dizendo que era inocente.  Suas  ultimas palavras, cara cara à morte foram:
“The struggle for justice doesn't end with me. This struggle is for all the Troy Davises who came before me and all the ones who will come after me. I'm in good spirits and I'm prayerful and at peace. But I will not stop fighting until I've taken my last breath."  
 Fica dificil acreditar no ser humano quando ainda vimos que um estado opta pela pena de morte como solução para o próprio ser humano. E quando esta opção é vista como resolução de “justiça” e de “bem” Ainda quando há a possibilidade deste ser um inocente. E ainda quando o racismo provavelmente é a base para tal ato ! Muito triste hoje, ao mesmo tempo hoje acordei me prometendo continuar lutando (apesar do sentimento de impotência que estes casos nos fazem sentir) em nome de todos que já morreram por coisas que nem a palavra “absurdo” serve para nomear. E quando um ato promovido pela humanidade não encontra palavras para nomea-la é que  este chegou a um ponto que faz com que nenhum significado produzidos por mim até hoje possa explicá-lo. Hoje quando acordei só sobrou lagrimas, e a musica de Ray Charles de fundo.
Para quem quer saber mais ver aqui: aqui

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tenhamos Raiva !! Somalia pede Raiva para acabar com a fome

Em "O ronco da Cuica "João Bosco anuncia, é preciso raiva  para acabar com a fome ... a raiva e a fome são coisas dos home ...


Tenhamos Raiva !!



A raiva dá pra parar, pra interromper
A fome não dá pra interromper
A raiva e a fome é coisas dos home
A fome tem que ter raiva pra interromper
A raiva é a fome de interromper
A fome e a raiva é coisas dos home











"Quatro milhões de pessoas estão em crise na Somália, das quais 750 mil correm o risco de morrer nos próximos quatro meses se não houver uma resposta adequada. Dezenas de milhares de pessoas já morreram, a metade deles crianças", disse a FSNAU (Unidade de Análise de Nutrição e Segurança Alimentar da Somália), ligada à ONU.

O comunicado ressaltou que a crise continuará se expandindo caso o nível atual de ajuda humanitária ao país não melhore. A ONU estima que necessita de cerca de US$ 2,4 milhões para conter a crise alimentar no Chifre da África.
Feisal Omar/Reuters
Refugiados aguardam por alimentos na Somália, onde a ONU declarou sexta região em estado de fome
Refugiados aguardam por alimentos na Somália, onde a ONU declarou sexta região em estado de fome

A região de Bay, a última declarada em fome pela ONU, é controlada pelos insurgentes islamitas da Al Shebab, assim como grande parte do sul e do centro da Somália, e inclui sobretudo a cidade de Baidoa, uma das principais do país.

A Somália é o país mais afetado pela fome e pela seca que castiga a região, onde, de acordo com o órgão, cerca de 13 milhões de pessoas sofrem uma situação humanitária crítica.
O estado de fome responde a uma definição estrita da ONU: pelo menos 20% das residências confrontadas com uma grave penúria alimentar, 30% da população com desnutrição aguda e uma taxa de mortalidade diária de dois sobre 10 mil pessoas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sejamos Gays. Juntos.

Sejamos Gays. Juntos.


abril 12, 2011


Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pela legalização do aborto já


 Ontem conversando com uma amiga pelo skipe , fiquei sabendo que uma terceira amiga estava grávida e precisava de ajuda para abortar, como  a cidade é pequena , não ha clinica ilegais  como nas capitais , ela teve que apelar pela compra de citotec ilegal no “camelódromo”  da cidade , enfim, depois da tensão, da expectativa, do sentimento de estar cometendo um crime  e de gastar 350 reais , os remédios eram falsos…. Saímos a procura de outros lugares para comprar o remédio clandestinamente, e eu como estou atualmente morando na Califórnia  fiquei na ajuda pela internet , e ai olha o que eu achei:


Agora, o absurdo maior é a pessoa ter que passar por uma humilhação desta e como um amigo meu diz : se homens ficassem grávidos as clinicas seriam na própria igreja ! Afinal como é que os padres fariam com a própria gravidez !!! Quanta Hipocrisia!! Uma fabrica de ganhar dinheiro ilegal, e que ainda bem que existe !! E se todo mundo faz, a pergunta é para que serve esta criminalização ?  E ai empresto as palavras da Maria Rita Khell


por Maria Rita Kehl 18 SET 2010
Entre os três candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas, não sabemos a verdadeira posição de Dilma e de Serra. Declaram-se contrários para não mexer num vespeiro que pode lhes custar votos. Marina, evangélica, talvez diga a verdade. Sua posição é tão conservadora nesse aspecto quanto em relação às pesquisas com transgênicos ou células-tronco.
Mas o debate sobre a descriminalização do aborto não pode ser pautado pela corrida eleitoral.
Algumas considerações desinteressadas são necessárias, ainda que dolorosas. A começar pelo óbvio: não se trata de ser a favor do aborto. Ninguém é. O aborto é sempre a última saída para uma gravidez indesejada. Não é política de controle de natalidade. Não é curtição de adolescentes irresponsáveis, embora algumas vezes possa resultar disso. É uma escolha dramática para a mulher que engravida e se vê sem condições, psíquicas ou materiais, de assumir a maternidade. Se nenhuma mulher passa impune por uma decisão dessas, a culpa e a dor que ela sente com certeza são agravadas pela criminalização do procedimento.
O tom acusador dos que se opõem à legalização impede que a sociedade brasileira crie alternativas éticas para que os casais possam ponderar melhor antes, e conviver depois, da decisão de interromper uma gestação indesejada ou impossível de ser levada a termo. Além da perda à qual mulher nenhuma é indiferente, além do luto inevitável, as jovens grávidas que pensam em abortar são levadas a arcar com a pesada acusação de assassinato. O drama da gravidez indesejada é agravado pela ilegalidade, a maldade dos moralistas e a incompreensão geral. Ora, as razões que as levam a cogitar, ou praticar, um aborto, raramente são levianas. São situações de abandono por parte de um namorado, marido ou amante, que às vezes desaparecem sem nem saber que a moça engravidou. Situações de pobreza e falta de perspectivas para constituir uma família ou aumentar ainda mais a prole já numerosa. O debate envolve políticas de saúde pública para as classes pobres. Da classe média para cima, as moças pagam caro para abortar em clínicas particulares, sem que seu drama seja discutido pelo padre e o juiz nas páginas dos jornais.
O ponto, então, não é ser a favor do aborto. É ser contra sua criminalização. Por pressões da CNBB, o ministro Paulo Vannuchi precisou excluir o direito ao aborto do recente Plano Nacional de Direitos Humanos. Mas mesmo entre católicos não há pleno consenso. O corajoso grupo das “Católicas pelo direito de decidir” reflete e discute a sério as questões éticas que o aborto envolve.
O argumento da Igreja é a defesa intransigente da vida humana. Pois bem: ninguém nega que o feto, desde a concepção, seja uma forma de vida. Mas a partir de quantos meses passa a ser considerado uma vida humana? Se não existe um critério científico decisivo, sugiro que examinemos as práticas correntes nas sociedades modernas. Afinal, o conceito de humano mudou muitas vezes ao longo da história. Data de 1537 a bula papal que declarava que os índios do Novo Continente eram humanos, não bestas; o debate, que versava sobre o direito a escravizar-se índios e negros, estendeu-se até o século 17.
A modernidade ampliou enormemente os direitos da vida humana, ao declarar que todos devem ter as mesmas chances e os mesmos direitos de pertencer à comunidade desigual, mas universal, dos homens.
No entanto, as práticas que confirmam o direito a ser reconhecido como humano nunca incluíram o feto. Sua humanidade não tem sido contemplada por nenhum dos rituais simbólicos que identificam a vida biológica à espécie. Vejamos: os fetos perdidos por abortos espontâneos não são batizados. A Igreja não exige isso. Também não são enterrados. Sua curta existência não é imortalizada numa sepultura – modo como quase todas as culturas humanas atestam a passagem de seus semelhantes pelo reino desse mundo. Os fetos não são incluídos em nenhum dos rituais, religiosos ou leigos, que registram a existência de mais uma vida humana entre os vivos.
A ambiguidade da Igreja que se diz defensora da vida se revela na condenação ao uso da camisinha mesmo diante do risco de contágio pelo HIV, que ainda mata milhões de pessoas no mundo. A África, último continente de maioria católica, paupérrimo (et pour cause…), tem 60% de sua população infectada pelo HIV. O que diz o papa? Que não façam sexo. A favor da vida e contra o sexo – pena de morte para os pecadores contaminados.
Ou talvez esta não seja uma condenação ao sexo: só à recente liberdade sexual das mulheres.
Enquanto a dupla moral favoreceu a libertinagem dos bons cavalheiros cristãos, tudo bem. Mas a liberdade sexual das mulheres, pior, das mães – este é o ponto! – é inadmissível. Em mais de um debate público escutei o argumento de conservadores linha-dura, de que a mulher que faz sexo sem planejar filhos tem que aguentar as consequências. Eis a face cruel da criminalização do aborto: trata-se de fazer, do filho, o castigo da mãe pecadora. Cai a máscara que escondia a repulsa ao sexo: não se está brigando em defesa da vida, ou da criança (que, em caso de fetos com malformações graves, não chegarão a viver poucas semanas). A obrigação de levar a termo a gravidez indesejada não é mais que um modo de castigar a mulher que desnaturalizou o sexo, ao separar seu prazer sexual da missão de procriar.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

segunda-feira, 30 de março de 2009

Carta ao Fantastico - 29 de março de 2009

Carta ao Fantástico





Parece um pouco absurdo perder tempo escrevendo para um programa como o fantástico, já que deve –se partir do pressuposto que um programa de domingo a noite na rede globo tem grandes chances de (re) produzir a cultura machista em que vivemos, no entanto eu estava, como milhões de brasileiros, assistindo o programa quando começou uma reportagem intitulada “Será que ele está realmente interessado em você?”.



A reportagem foi programada com o propósito de “ensinar” a mulher a perceber quando o homem não esta a fim dela e ao invés de dizer isto para a mulher inventa uma desculpa esfarrapada qualquer e desaparece . Com este objetivo chamaram algumas mulheres e alguns homens para falarem do assunto. Aí começa o problema, a escolha foi por mulheres que foram apresentadas como quase desesperadas para casarem e homens apresentados como “pegadores” que vivem inventado desculpas para as mulheres pois não querem nada sério.

Nas perguntas e respostas do programa as mulheres ficaram numa posição em que perguntavam aos homens as “ dicas” para compreender se os homens em que elas estavam envolvidas estavam afim de algo sério com elas . E ao final do programa os homens dizem para as mulheres que elas são muito bonitas e que vão conseguir achar o homem certo que vão olhar para elas direito, e desta forma pressupõe-se que elas um dia vão conseguir casar .Bom, o programa além de não ajudar as mulheres em nada, consegue atrapalhar. Pois.


  • Reforça a imagem que as mulheres estão sempre desesperadas para prender um homem e casar, como se isto fosse a finalidade de suas vidas.

  • Coloca a mulher numa posição em que elas estão sempre subjugadas ao desejo do homem por elas. Como se elas estivessem prontas a casar com o primeiro homem que lhes concedesse este “favor”.

  • Não leva em conta a possibilidade que assim como os homens as mulheres podem também não estarem interessadas neles.

  • Além de tudo isto, um programa em que as mulheres têm que perguntar a homens “estranhos” se os próprios ficantes, companheiros, casos e etc, estão ou não afim delas, pressupõe que estas mulheres são completamente idiotas e que não conseguem perceber sozinhas sobre suas próprias vidas. Além do que, inverte a lógica, pois quem mente (no caso do programa os homens) esta numa posição superior e quem ouve a mentira fica numa posição de “idiota” que tem que ser ajudada por outros homens que também mentem . Sendo que se alguém tem que ficar numa posição de idiota deveria ser aquele que mente, e não quem acredita.

Enfim, nada disto é tão ruim quanto à própria idéia que fez com que este programa tivesse publico e por isto fosse ao ar, e esta idéia é a de que homens e mulheres fazem parte de desejos totalmente diferentes e programados. Na vida real, de pessoas reais, homens e mulheres mentem e são sinceros, se apaixonam e levam foras, a única diferença é que a mentira do homem é legitimada, aprovada e admirada por uma cultura que produz programas como estes. Lia Vainer Schucman